A Nossa Cidade

Pense diferente

Pense diferente para satisfazer o seu cliente


Neste milênio estão ocorrendo as mudanças mais rápidas de toda a História da Humanidade. A era da Agricultura durou séculos. Mais recentemente surgiu a era Industrial, já substituída pela era da Informação que já está sendo substituída pela era da Criatividade.
Na era Industrial pensava-se que todas as necessidades do homem estariam satisfeitas. Como recentemente disse Celso Furtado, "o homem é um processo, não é uma coisa acabada. Ele está sempre evoluindo com criatividade."E hoje evolui e se globaliza com a ajuda da Internet, que democratizou e agilizou as informações.
A globalização nos oferece alguns dados interessantes: a cada hora 32 milhões de pessoas estão tomando Coca-Cola enquanto que 18 milhões estão saboreando um hamburger MacDonald"s após terem assistido aos mesmos filmes ou ouvido as mesmas músicas. Estamos globalizados em tudo. O consumidor moderno está extremamente bem informado e, cada vez mais, quer mais para cada R$ gasto.
Da mesma forma, as empresas investem em tecnologia, modernizam-se mas, através da globalização vêem seus produtos transformarem-se em quase comodities. Tomemos como exemplo os aparelhos de TV. São todos praticamente iguais, com características e qualidade muito similares.
Pergunta-se: por que o consumidor optará pela marca A,B ou C? Se todos forem similares, certamente optará pelo mais barato. O que farão, então, os fabricantes? Simplesmente gastar mais do que o concorrente não vai levar a nada. É preciso pensar diferente.

A guerra está em todos os setores. O sabão em pó Ariel chegou para concorrer com Omo, o líder de mercado com 80% de participação. O consumidor decidirá o vitorioso desta guerra. O produto que provar que é o melhor ganhará a sua preferência.
Veja como os automóveis melhoraram no Brasil. Todos tem injeção eletrônica, metade tem quatro portas e já vêm com direção hidráulica. Mais de um terço é produzido com ar condicionado. O consumidor exigiu isto nos últimos cinco anos. E continuará a exigir mais e mais por menos.
Mãos à obra!
Para entrar nesta guerra é necessário criatividade, pensar diferente. Mas só a idéia, sem fazer acontecer não serve para nada.
A criatividade resulta de fantasia e realização. Michelangelo é um bom exemplo deste binômio. Não só porque inventou a cúpula de São Pedro. Mas porque, após desenhá-la, aos 27 anos, convenceu o Papa a financiar seu projeto. Achou os escultores e os carpinteiros e os dirigiu - eram 3.500 pessoas - por 20 anos, até a sua morte. Não havia apenas fantasia, mas uma grande realização.
Retornando ao século XX, existem muitas empresas historicamente criativas, como é o caso da 3M. Trinta por cento das vendas da 3M são decorrentes de produtos com menos de três anos de vida. Estamos entrando num século criativo, de grandes desafios.
As empresas têm que se conscientizar de que, cada vez mais, o que funcionava há dois anos não funcionará na próxima semana. Com isso, elas têm duas alternativas. Ou ficam se queixando porque as coisas já não são fáceis como antigamente ou usam sua capacidade criativa para descobrir novas respostas, novas soluções e novas idéias.
Temos que esquecer o que já fizemos. Cada momento é um recomeço, um momento de transformação. A sensibilidade, a criatividade, a observação são a chave da transformação.
As empresas têm que detectar quais os anseios do consumidor, antes mesmo deste realizar o seu desejo. Só prever o futuro não é mais suficiente. É necessário antecipá-lo para já!
Por exemplo, trocas e seqüestros de bebês é um problema que acontece em maternidades de todo o mundo. Uma empresa, então, pensou diferente e criou uma solução para este problema. No momento do nascimento, mãe e bebê, recebem cada um uma pulseirinha com um chip. A porta da maternidade só será aberta se os dois chips estiverem juntos. Uma idéia simples que resolve um grande problema. Com certeza, será um grande sucesso de vendas em todo o mundo.

Todo o mundo olhava para este problema mas ninguém havia conseguido pensar algo diferente. O consumidor deste milênio exigirá que as empresas estejam abertas à inovação e, mais do que isso, que sejam pró-ativas e saiam à caça de novas idéias. As empresas terão que inovar ou desaparecer.

Mas como manter um processo inovativo constante?

Estimulando a criatividade entre seus funcionários, de qualquer escalão. Sempre tentar fazer melhor do que já foi feito. Sempre pensar diferente.
Refletir de que maneira seria possível melhorar um produto, reduzir seus custos, simplificar sistemas, agregar valores. Estas perguntas devem ser incorporadas à cultura da empresa.

A partir de determinado ponto, o comportamento criativo fica tão arraigado nas pessoas que podemos comparar ao andar de bicicleta: uma vez que você aprendeu nunca mais esquece.
Tudo deverá ser questionado até a exaustão. Claude Levi Strauss, disse em certa oportunidade, que o sábio não é o homem que fornece as verdadeiras respostas, é aquele que faz as verdadeiras perguntas.
Não poderemos nos contentar com a primeira resposta ou idéia a um problema. Numa primeira fase temos que estimular a produção quantitativa de idéias, o pensamento divergente. Numa segunda fase, então, teremos a fase convergente para selecionar as idéias viáveis.
O próximo passo é agir, antes que o concorrente o faça, porque este é como uma coruja: nunca dorme.

Você pensa diferente?
Então faça este exercício. Durante uma hora, pense como se você fosse um cliente ou um consumidor de sua empresa. Em seguida, escreva tudo o que você observou. Pegue um produto ou serviço de sua empresa e identifique tudo o que pode ser alterado ou agregado nele para que fique melhor do que o de seu concorrente.

Aja! Inove!Mude sempre para maior perfeição e adequação!


Equipe A nossa Cidade